segunda-feira, janeiro 30, 2006

Lura e Daara J, em Chicago

Têm uma coisa em comum: tanto a Lura como os Daara J pertencem a uma pequeníssima amostra de grupos oriundos de mercados periféricos (ou produzidos para nichos de mercado, como a 'world music') que se tornam realmente conhecidos. Alguém ou algo os soube valorizar como 'produto cultural'. No caso da Lura foi a sua editora francesa; nos Daara J, foi em parte o prémio de world music BBC ('04). E também porque são bons para caramba.

Lê-se que Lura, nascida em Lisboa, é a nova sensação de Cabo- Verde. A voz é tão bonita como a dona e em termos musicais cumpre. Mas o que lhe sobra em pose e vaidosia (afinal, parece que começou como actriz) falta-lhe naquela coisa que faz a diferença.
Estes tipos do Senegal, os Daara J (imagem daqui), estão aí para as curvas. Apesar de um inglês limitado, pelo menos para free- style, mostraram como não é à toa que o Senegal tem mais de 8000 grupos de hip-hop/rap, cantando tanto em francês, wolof como algum inglês. Oiço incessantemente o seu novo CD (boomerang) desde 6a. E uma coisa é certa: vale muito a pena seguir com atenção o que vai saindo do Senegal.

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