segunda-feira, janeiro 16, 2006

historias com sabor a bacalhau

(mentes depravadas ou consciências feministas: não há segundas intenções neste título). Voltei agora de um jantar com um grupo de amigos portugueses. Juntamo-nos ocasionalmente, bebemos vinho, comemos bem (hoje foi um bacalhau à gomes de sá que eu trafiquei de lisboa), conversamos até nos fartarmos.

Sempre fui muito pouco dado a encontros lusitanos na diáspora. Faz-me confusão achar-se que só por falarmos a mesma língua e termos nascido no mesmo país (o que nem sequer é necessariamente verdade, um deles nasceu em França filho de pais emigrantes) temos uma base comum de entendimento. "Percebemo-nos". Mas deste grupo não fujo como o diabo da cruz. É um pouco como fazer 'pause' no play das nossas rotinas. E este entranhamento torna-se delicioso.

Invariavelmente, conversamos sobre sexo. E das experiências mais ou menos bem sucedidas de cada um por chicago: uma festa numa fraternidade - e da fila para os quartos no andar de cima; a história de um casino flutuante no lago, onde o compromisso é entrar sem compromisso; do bar gay de cowboys a que outro foi; dos friends with benefits que agora se tornam fuck buddies.

São histórias de um povo amargurado com tanta libertinagem. É a sina de ser tuga: damo-nos mal com tanta confusão.

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu também fazia isso,até que eles/as foram indo embora e eu fui ficando...agora é só com tugas que me relaciono, mas ainda recebo visitas vandaluzas! Volta kalvin!

Anónimo disse...

piruli, vem tu para cá!